Diário do Max Obelix

Descreva o dia-a-dia de suas plantas!

Diário do Max Obelix

Mensagempor Max o Obelix em 04 Jul 2014, 12:16

ÍNDICE GERAL, POR ASSUNTO, DE TODOS OS TÓPICOS CRIADOS POR MAX .’. O OBELIX, NOS DIVERSOS SETORES DESTE FÓRUM (Exceto os tópicos criados no exercício de Moderador do Fórum):

ASSUNTOS DIVERSOS:
Diário do Max Obelix
Falha do software que permite a perda da digitação
Pimentas nas feiras livres da Bahia - Itapoã
Precisamos valorizar as nossas sementes (não é cobrar)
Preciso dessas C. chinense, quase todas nucleares
Tutoriais e "HowToDo"
Variedades de pimentas nucleares
Vídeos do Max .'. o Obelix

CONSERVAS E MOLHOS:
Conservas com ervas aromáticas e especiarias
Índice das conservas e molhos do Max Obelix
Índice dos molhos e conservas do Max Obelix
Molhos do Max Obelix
Patê Flamejante
Pepper with honey
Receitas estrangeiras de molho, traduzidas

CULTIVO DE PIMENTAS:
Cultivo de Pimentas - Pragas e Doenças
Osmopriming - Solução Sal
Pássaros que devoravam as minhas pimentas
Quando sabemos que uma pimenteira não cabe mais no seu vaso?
Que praga é essa?
Todas as folhas murcharam repentinamente e está morrendo.

CULTIVO DE OUTRAS PLANTAS:
Funchos da minha horta, cultivados em vasos
Manjericão ou Basilico - Ocimum basilicum
Orquídeas, bromélias e lírios
Sálvia

ESPÉCIES DE PIMENTAS:
Alguém conhece essa menina?
Alguém pode ajudar a identificar?
E esta pimenta, qual é?
Habañero White???!!!
Max Obelix's Peppers - Index
Max Obelix's Peppers
Nova Espécie: Phobos F4
Pimentas Híbridas Italianas
Qual pimenta é esta?
Que pimenta é esta?
Novas variedades de pimentas no Brasil
Pimenta da Neyde
Phobos F4 (agora já em F5)
VICNIC-1313
Brazilian Ghost Pepper
Feres Choco Hot (C. Chinense )
Novas variedades de pimentas no exterior
Borg 9 (Borg nine)
M. A. Wartrix

HUMOR:
Contando histórias engraçadas no aniversário de Gih
Louisiana voodoo hot sauce
Pimenta na boca dos outros é refresco! :-)

PUNGÊNCIA:
Como quantificar o grau de ardência das pimentas

RECEITAS DIVERSAS:
Receitas do Chef Max, o Obelix

DATA ORIGINAL DO POST ABAIXO: MAIO DE 2014:

I – A ORIGEM DO AMOR
Permitam-me, por favor. Vou contar aqui a minha história de amor pelas pimentas, como tantas outras histórias, as de vocês. Sei que para muitos não haverão novidades, vocês já passaram por tudo isso. A esses, peço as críticas, as contribuições, as correções, as emendas, as complementações. Feito assim, como a ajuda de vocês, quem sabe isto poderá ser útil a outros. Eu, desde já, antecipo agradecimentos pela ajuda que peço e espero receber, pois quase tudo do que eu pouco sei aprendi aqui neste Fórum como visitante não registrado.

Vou contar a minha história aos poucos, e certamente muitos daqui vão se surpreender quando eu citar e “linkar” o que aprendi com vocês.

Tenho 66 anos de idade e desde criança gosto muito de alimentos apimentados, isto que e herdei das tradições da minha terra Natal (Valença, Bahia) e de quase toda a minha família. Resido em Salvador, terra cujo povo gosta muito de pimenta.

Há aproximadamente dez anos, acidentalmente comecei a cultivar pimentas. Sempre gostei de jardinagem e preparando o meu jardim plantei umas mudas de pimentas decorativas. Veio a ideia de unir o meu hobby de jardinagem ao meu gosto pelas pimentas e então tudo começou.

Pesquisei no Google sobre as espécies e fornecedores e através do “Mercado Livre” adquiri diversas sementes de várias espécies e cultivares que me pareceram mais exóticas e interessantes. Ainda valendo-me da Internet e das orientações recebidas dos fornecedores juntamente com as sementes estudei um pouco sobre as técnicas de plantio, adubação e tratos culturais. Plantei, algumas brotaram, outras não, replantei o que pude, algumas em vasos, outras nos jardins e, então, começou o meu verdadeiro aprendizado que, sem dúvida, ainda hoje está apenas no começo.

Por mais que eu houvesse pesquisado e me dedicado, aos poucos fui perdendo todo o meu pimental. Aconteceu de tudo: pragas, doenças e deficiências decorrentes de erros de técnicos de cultivo.

Mas o meu amor pelas pimentas estava consolidado! Acidentalmente, numa pequena cidade da caatinga baiana (região de Irecê), na casa de uma pessoa aparentada, encontrei dois exuberantes arbustos (quase árvores!) de dois tipos de pimenta, ambos carregados de frutos, um deles com frutos cerejóides amarelo-alaranjados e o outro com frutos cilíndrico-alongados vermelhos vivo. Experimentei os frutos e me apaixonei. Extremamente picantes. Aroma e sabor maravilhosamente pungentes.

Trouxe as sementes para Salvador, plantei-as em copos, replantei-as para o jardim, ao longo do crescimento desbastei eliminando as menos desenvolvidas, resultaram 6 plantas maravilhosas, 3 de cada espécie, tornaram-se vigorosos arbustos, produziram abundantemente, enormes colheitas de frutos de excepcional qualidade de tamanho, formato, aparência, cor, aroma, sabor e pungência.

Depois de tanto tempo, agora, dois anos depois de trazê-las, é que tenho certeza de que uma delas é a “Pimenta de Cheiro” (que dizem “do Norte”?!), mas que é um cultivar excepcional com qualidades de forma, aroma, sabor e pungência que eu nunca encontrei em quase nenhuma outra “Capsicum chinense”, sem dúvida em nenhuma “Habanero”.

20140604_095814.jpg
Fruto - Lateral
20140604_095834.jpg
Fruto - Fundos
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Fruto - Talo


DSC07045.JPG
Fruto no arbusto
DSC07046.JPG
O arbusto


A outra, com arbustos um pouco menores do que as “de Cheiro”, ainda assim com 1,5 m a 2 m de altura, a tal com frutos cilíndricos alongados, os quais variam de 2 a no máximo 4 cm de comprimento e diâmetro médio de 6 mm, vermelhas de um vermelho intenso, não tão aromáticas mas muito saborosas, também extremamente picantes. Até agora não consegui descobrir de que espécie se trata, talvez um cultivar diferente da Malagueta com frutos um pouco maiores, talvez uma variedade exótica e nanica da “Dedo de Moça”, porém muito picante. Alguém me ajuda a identificar?

DSC07047.JPG
Flores e frutos
DSC07048.JPG
Flores e frutos
DSC07110.JPG
Fruto maduro


Essas plantas, cultivadas no jardim, expostas a todos os efeitos da natureza, têm sido minha principal base de aprendizado prático quanto aos tratos culturais, esse pouco conhecimento que atualmente, somado ao adquirido como leitor visitante aqui deste Fórum, portanto antes da aprovação pelo Luca do meu registro, têm me permitido expandir com considerável sucesso o meu pimental, permitindo-me ter atualmente algumas dezenas de boas plantas de diversas variedades, tais como as Bhut Jolokia (cultivares Chocolate, Amarela e Vermelha), Nagas, Habaneros, Malaguetas, etc.

Paralelamente, para meu próprio prazer e dos meus amigos, comecei a pesquisar, a fazer e a criar conservas de pimentas, melhorando-as com especiarias e ervas aromáticas, vinagres balsâmicos e azeites de oliva puros e extra virgens.

Agora, começo a pesquisar e estudar para começar a defumar pimentas.

Atualmente já cultivo também algumas das especiarias e ervas aromáticas que uso nas conservas das pimentas.

No próximo “capítulo” eu farei um resumo do que aprendi ser indispensável e vital nos tratos culturais das pimenteiras, citando e sumarizando as contribuições absorvidas daqui deste fórum, a fim de que não se sofra como eu já sofri quando comecei a minha plantação.
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Re: Diário do Max Obelix

Mensagempor carlossouza em 04 Jul 2014, 13:51

Seja Bem Vindo Max,

Também sou um apaixonado por plantar pimentas. Assim como você, tenho pesquisado muito pois planto as minhas pimentas em vasos. Meu terreno é argiloso e úmido causando o apodrecimento das raízes. Para você ter uma ideia, meu poço tem apenas 3 metros de profundidade e quando chove costuma transbordar.
Para plantar em vasos é preciso muito cuidado com o excesso de regas e a compactação da terra. Mas estou conseguindo bons resultados. Persistência sempre.

Abraços, Carlos.
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Re: Diário do Max Obelix

Mensagempor Francisco Alexandre em 04 Jul 2014, 17:33

Oi Max, seja bem vindo! Também sou amante e apreciador das ardidas,parabéns pelo inicio de seu diário,sei que sua experiência nos ajudará em muito.
Você falou de Valença, estado do Rio? Pois mora em Barra do Piraí.
Sucesso aí no seu cultivo. :) :)
Sou iniciante e gostaria muito de dicas , criticas e sugestões .. Visitem meu diário
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Re: Diário do Max Obelix

Mensagempor Lammarr em 05 Jul 2014, 03:04

Seja bem vindo Max. Muito show seu diário. Parabéns e obrigado por compartilhar suas ideias. Aguardando por mais fotos, pois sei que aí tem um paraíso das pimentas. Abraço. :clap: :clap: :clap:
A felicidade não é um prêmio ao final do caminho. Ela é o caminho.
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Re: Diário do Max Obelix

Mensagempor Max o Obelix em 05 Jul 2014, 03:30

carlossouza escreveu:Seja Bem Vindo Max,

...
Para plantar em vasos é preciso muito cuidado com o excesso de regas e a compactação da terra. Mas estou conseguindo bons resultados. Persistência sempre.

Abraços, Carlos.


Grato pela visita e pelas boas vindas, Carlos. Mas, por favor, corrija meus erros.
Concordo com os cuidados mencionados por você, os quais se deve ter com as pimenteiras em vasos.
O melhor ingrediente é amor e dedicação. Eu pego cada um dos meus 30 vasos, em dias alternados, coloco um a um sobre uma mesinha e examino a terra e planta cuidadosamente e, se for o caso, já procedo os tratos corretivos específicos para aquela planta ou os programo, quando indicados como sejam de caráter geral.
Sobre o preparo da terra, logo mais vou postar como eu faço, para avaliação por todos. Você também avalie, por favor.
Um abraço,
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Re: Diário do Max Obelix

Mensagempor Max o Obelix em 05 Jul 2014, 03:33

Francisco Alexandre escreveu: ...
Você falou de Valença, estado do Rio? Pois mora em Barra do Piraí.
Sucesso aí no seu cultivo. :) :)


Grato pela visita, pelas boas vindas e pelo incentivo, Francisco.
Valença da Bahia, amigo. Fica no Recôncavo baiano e é uma das mais antigas cidades do Brasil :hai:
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Re: Diário do Max Obelix

Mensagempor Max o Obelix em 05 Jul 2014, 03:37

Lammarr escreveu:Seja bem vindo Max. Muito show seu diário. Parabéns e obrigado por compartilhar suas ideias. Aguardando por mais fotos, pois sei que aí tem um paraíso das pimentas. Abraço. :clap: :clap: :clap:

Grato pela visita, pelas boas vindas e pelo incentivo, Lammarr. :hai:
Continuarei postando blá blá blás e fotos das minhas ardidas, sim. Mas, por favor, avaliem e me corrijam.
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Re: Diário do Max Obelix

Mensagempor Max o Obelix em 05 Jul 2014, 05:06

II – PRINCIPAIS ERROS E ACERTOS

ATENÇÃO: Hoje, 14-08-2014, me dei conta de que precisava fazer esta ressalva aqui neste texto, neste meu Diário. Ressalvo, portanto, que eu resido e cultivo as minhas pimentas em Salvador, Bahia, portanto numa região onde a temperatura mínima raramente chega aos 22 graus e a máxima raramente ultrapassa um pouco os 30 graus. A chuva e a umidade relativa do ar aqui também são medianamente estáveis e previsíveis. Então, a nossa realidade climática é a naturalmente propícia para a maioria das espécies de pimentas, originalmente nativas de climas sul americanos bastante similares. Em muitas outras regiões do Brasil e do mundo os procedimentos para germinação e cultivo podem ser muito mais complexos, não raro requerendo inclusive o emprego de estufas.

SOL E SOMBREAMENTO:

Na formação das mudas, é recomendável expô-las a sol indireto ou a algumas poucas horas diárias de sol direto e o restante do dia em meia sombra.

Sem dúvida, a pimenteira requer várias horas diárias de sol direto. É uma planta que precisa de alta luminosidade, com sol direto.

A suficiente exposição ao sol, além de resultar em melhor saúde para a planta, ainda contribui para a sua produtividade e também para qualidade da forma, cor, aroma, sabor e principalmente pungência dos frutos.

REGA E UMIDADE:

A planta requer rega diária, sem encharcamento. Se faltar água a planta sofre. Se molhar demais resulta em vários tipos de doenças e ataque de parasitas, podendo causar apodrecimento das raízes, proliferação de fungos, condições favoráveis para surgimento e ataque de ácaros, cochinilhas, etc., e também as decorrentes viroses.

Prefiro proceder a uma rega maior ao raiar do sol e, nos dias mais quentes, uma rega bem menor no final da tarde. Procuro regar evitando molhar muito as folhas, ou seja, preferindo regar diretamente o solo em volta da planta.

A preparação adequada do tipo de solo terá estreito relacionamento com o resultado da rega e /ou da chuva. Os solos precisarão ser ricos de nutrientes, mas porosos, aerados, facilmente drenados, porém com a capacidade de também reter adequadamente a água. Por isso também é que preferimos utilizar o húmus de minhocas, porque ele possui essa característica de facilitar a absorção da água, retendo a umidade sem encharcamento.

A planta como um todo, independentemente da umidade do solo, não suporta excesso de humidade do ambiente. Ano após ano, aqui na nossa região, na quadra invernosa com muita chuva, testemunhamos a grande incidência de ataque das plantas por fungos, vírus, ácaros, pulgões e etc. Quando o sol ressurge percebemos claramente a sua revitalização, floração e frutificação. Algumas pimentas, como a Habanero, preferem um clima um pouco húmido. Outras, como a Jalapeño e a pimenta-de-caiena preferem um clima mais seco.

As temperaturas entre os 16°C até os 34°C são as adequadas para quase todas as espécies e cultivares, pois a maioria delas são plantas tropicais ou subtropicais e crescem melhor em clima quente. Algumas pimenteiras, como as da espécie Capsicum pubescens, e alguns cultivares de outras espécies que são adaptados a regiões de clima mais ameno, crescem melhor com temperaturas abaixo de 26°C.

Nenhuma destas pimenteiras pode suportar baixas temperaturas.

ADUBAÇÃO ORGÂNICA:

Usei quase todos os adubos orgânicos existentes no mercado e terminei optando definitivamente pelo húmus de minhocas, por causa das seguintes vantagens:
• É um produto orgânico 100% natural e poderoso fertilizante para que as plantas cresçam com saúde e beleza sem contaminar ou poluir o solo.
• Tem a função de agregar o terreno arenoso e desagregar os solos mais argilosos.
• Facilita a absorção e a entrada da água, evitando encharcamento. Faz com que a terra retenha mais umidade;
• Pode ser utilizado em contato direto com as plantas ou mudas sem danificá-las.
• O húmus de minhoca é utilizado em sementeiras, hortas, lavouras, pomares, jardins, vasos, gramados, capineiras e canaviais com excelente resultado.
• Não tem cheiro e o uso em excesso não prejudica as plantas.
• Alto valor nutricional para as plantas. Contém macro nutriente (nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio, enxofre) micro nutrientes (manganês, ferro, cloro, zinco cobalto e outros), microrganismos umidificantes alcalinos e fixadores de nitrogênio. Contém N P K natural (11 5 13). Seu uso faz diminuir a quantidade de adubo químico, proporcionando redução nos custos de produção;
• Neutraliza o pH do solo e eleva a concentração de nutrientes aumentando a resistência das plantas contra pragas e doenças.
• Em solos pobres, o húmus e a minhoca aceleram os processos de resgate biológico. Tem poder de recuperar o solo, promovendo a fertilização da terra, aumentando a produção e embelezando as plantas com crescimento rápido e vigoroso.
• Não contém sementes de ervas daninhas.
• Melhora a porosidade, a aeração e a fertilidade do solo, aumentando a capacidade de captação de nutrientes pelas plantas;
• Permanece por mais tempo no solo, promovendo a liberação de nutrientes lentamente, tornando a adubação mais eficaz e duradoura;
• Aumenta vida biológica no solo, com o desenvolvimento de bactérias e fungos fixadores do nitrogênio e proliferação dos microrganismos;
• As plantas crescem mais rápido, têm sistemas de raízes mais desenvolvidas e floração abundante; Aumenta a florada e a frutificação.

SOLO:

Tanto nos nossos vasos como nas covas para o plantio direto no solo, sempre fazemos o seguinte extratos:
• Mais no fundo, uma camada de no mínimo 10% da altura do vaso ou da cova, com seixos rolados. Essa camada é coberta com uma manta de “Bidim”
• Em seguida, uma camada de 80 % da altura do vaso ou da cova com um composto de mistura de
60% de terra vegetal de boa qualidade
10% de areia grossa lavada
30% de húmus de minhoca
Se necessário, corrigir esta mistura com o adequado e suficiente NPK e Calcário dolomítico, provavelmente dispensáveis devido ao largo emprego de do húmus.
• Finalmente, uma camada de cobertura com 10% da altura do vaso ou da cova, somente com húmus de minhocas.

Essa camada mais superficial, da cobertura somente com o húmus de minhoca, pelo menos de 15 em 15 dias, é complementada com húmus e arada.

DOENÇAS E PRAGAS

Creio que nos meus últimos cinco anos já aconteceu de quase tudo com as minhas pimenteiras: ataque por fungos, ácaros, pulgões, cochinilhas, lagartas, vírus, etc.. Folhas amarelas, queda de folhas, folhas enrugadas, frutos nanicos e duros, frutos pecos, podridão das raízes, raquitismo e muita mortandade.

Atualmente já consigo driblar, evitar ou corrigir, a maioria dessas coisas, em tempo e sem maiores perdas.

Acho que a melhor fórmula a ser aplicada às plantas é AMOR e DEDICAÇÃO! Sem dúvida alguma!

Preventivamente, os adequados manejos de adubação, rega, umidade, luminosidade e exposição solar já deverão evitar a maioria das incidências daquelas coisas.
Ainda preventivamente e também corretivamente, eu pego cada um dos meus 30 vasos, em dias alternados, coloco um a um sobre uma mesinha, sento-me na frente dele e examino a terra e planta cuidadosamente e, se for o caso, já procedo aos tratos corretivos específicos para aquela planta ou os programo, quando indicados que sejam de caráter geral para as outras plantas.

Por exemplo, quando há alguns meses atrás, num período de muita chuva e umidade, quase todas as minhas ardidas tiveram enrugamento de folhas resultando também em queda de folhas, inicio de raquitismo das plantas, queda de flores e atrofia dos frutos, não hesitei em tratar de cada uma das plantas, até sacrificando algumas poucas cuja permanência poderia prejudicar a recuperação das outras por transmissão das pragas, ou podando drasticamente muitas delas ou ainda podando suficientemente todas as outras, eliminando os ramos e as folhas mais comprometidas, assim como as flores e frutos irrecuperáveis.

Talvez o maior benefício específico que já colhi aqui neste fórum foi conhecer a passar a aplicar a “Calda de Tabaco do Roque”, usuário Roque https://www.pimentas.org/forum/memberlist.php?mode=viewprofile&u=711 publicada no diário dele em 28/07/2008, vejam lá em https://www.pimentas.org/forum/viewtopic.php?f=13&t=4639#p82099

Eu passei a aplicar essa calda, tanto corretivamente quando a planta eventualmente é atacada, como preventivamente, sistematicamente, pelo menos uma vez por semana, em todas as plantas. Apenas peço vênia ao Roque, farmacêutico e engenheiro agrônomo, portanto competente sobre o assunto que ele é, pois, por minha conta e risco, passei a acrescentar duas colherinhas de chá de Enxofre Dimmy diluídas em cada 3 litros da solução final no momento da aplicação. Tem dado muito certo, minhas plantas estão saudáveis e aquelas que foram mais atacadas estão em franca recuperação.

Aproveito para pedir ao prezado Roque para, por favor, avaliar e criticar essa minha ousadia, típica de um leigo que sou sobre o assunto.

Uma das “minhas” pragas mais frequentes eram esses “mocinhos” mal visíveis nas fotos de baixo das folhas. Atualmente, quando esses malditos retornam eu aplico a “calda do Roque” e eles vão para o inferno!

20140605_090834.jpg
Lado de baixo da folha
Anexos
20140605_090937.jpg
Lado de baixo da folha
Editado pela última vez por Max o Obelix em 14 Ago 2014, 11:41, no total de 2 vez
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Re: Diário do Max Obelix

Mensagempor sveltana em 05 Jul 2014, 06:04

Olá Max,

Vim visitar o seu jornal e eu realmente apreciados. Parabéns :clap:
Com prazer de ler de novo.

Beijos grandes
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Re: Diário do Max Obelix

Mensagempor IELN em 05 Jul 2014, 09:46

Oi Max,
Em primeiro lugar, seja bem vindo ao Fórum. Nota-se que você é uma pessoa organizada e que não tem medo de inovar; seu diário será um espaço ótimo para trocar experiências. Eu tenho muito menos experiência no assunto com você, comecei recentemente a plantar umas ervas, pimentas e outras coisinhas como uma proposta de vida (nossa relação de consumo, nossa relação com a natureza, etc). Aquela sua primeira pimenteira está num vaso?
Eu já comprei enxofre ventilado e enxofre misturado com sulfato de cobre, em ambas embalagens recomenda-se a suspensão do produto 15 dias antes do consumo.
Sucesso pra você meu caro, estarei visitando seu diário sempre que possível. :call:
IELN
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Re: Diário do Max Obelix

Mensagempor Max o Obelix em 05 Jul 2014, 11:02

sveltana escreveu:Olá Max,

Vim visitar o seu jornal e eu realmente apreciados. Parabéns :clap:
Com prazer de ler de novo.

Beijos grandes


Olá, Sveltana! :hai:
Grato pela visita e pelo incentivo!
Aproveitei, visitei a sua galeria de fotos, fiquei realmente impressionado. :clap: :clap:
http://gardenbreizh.org/photos/sveltana/album-30543.html
Vou voltar lá muitas vezes. Linda e muito útil! :clap: :clap:
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Re: Diário do Max Obelix

Mensagempor Max o Obelix em 05 Jul 2014, 11:47

IELN escreveu:Oi Max,
... texto parcialmente suprimido ...
Aquela sua primeira pimenteira está num vaso?
Eu já comprei enxofre ventilado e enxofre misturado com sulfato de cobre, em ambas embalagens recomenda-se a suspensão do produto 15 dias antes do consumo.
... texto parcialmente suprimido ... :call:

Oi, IELN !
Grato pela vista e pelo incentivo.
A minha primeira pimenteira morreu há quase cinco anos e estava num vaso.
As outras pimenteiras que citei e coloquei as fotos lá em cima neste meu diário estão plantadas no solo do meu jardim.
Atualmente, tenho uma dezena de pimenteiras plantadas no solo do jardim e outras trinta plantadas em vasos, no terraço da minha casa. Ainda não postei fotos delas aqui mas vou fazê-lo gradativamente. Assim como de algumas ervas aromáticas que eu também cultivo em vasos.
O Enxofre Dimy é de baixa toxicidade. Ainda assim só consumo colhidos após 8 dias da aplicação. Não uso o sulfato de cobre exatamente porque consta-me que seja muito mais toxico. Não sou especialista no assunto, baseio-me em pesquisas que fiz na Internet. Os expertos que nos leem, por favor opinem. :call:
Visitei o seu diário, voltarei lá com mais tempo. :clap:
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Re: Diário do Max Obelix

Mensagempor Jane Ferreira em 05 Jul 2014, 11:56

Bom dia e bem vindo seja !!!!!
Super interessante os seus posts; vou acompanhar cada aula pode ter certeza.
Estou curiosa também para que alguém identifique aquela sua pimenteira de frutos vermelhos; tenho minhas suspeitas mas deixarei os especialistas falarem.
Um abraço
Bjs
:*
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Re: Diário do Max Obelix

Mensagempor Max o Obelix em 05 Jul 2014, 12:05

Jane Ferreira escreveu:Bom dia e bem vindo seja !!!!!
... texto parcialmente suprimido ...
Estou curiosa também para que alguém identifique aquela sua pimenteira de frutos vermelhos; tenho minhas suspeitas mas deixarei os especialistas falarem.
Um abraço
Bjs
:*

Oi, Jane! :hai:
Grato pela visita e pelo incentivo.
Sobre aquela pimenteira com frutos vermelhos, fotos lá em cima, por favor me oriente, então não seria melhor eu fazer uma consulta específica num dos fóruns específicos para ver se os especialistas ajudariam a identificá-las? :call:
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Re: Diário do Max Obelix

Mensagempor roque em 05 Jul 2014, 16:50

Não vejo problema em misturar a calda de fumo com enxofre molhável, na verdade eu já fiz isso algumas vezes. O enxofre funciona como acaricida e sobre alguns tipos de fungos, a calda de fumo tem uma ação mais efetiva para espantar insetos, mas pode matar pulgões e outros insetos que recebam uma dose maior e não sejam capazes de voar ou fugir durante a aplicação. O enxofre tem ação superficial e não apresenta, realmente toxicidade relevante, apenas um ou dois dias depois de aplicar pode consumir os frutos, desde que bem lavados. Quando se lava bem uma hortaliça fruto, mesmo que tenha sido aplicado inseticidas recentemente, pode-se remover até 95% do inseticida ou agroquímico com ação superficial. Eu uso lavar as pimentas e outra hortaliças com casca mai resistente, (pimentas, pimentão, pepino, vagem, etc), compradas em locais onde eu não sei como foram cultivadas, numa bacia com água e umas gotas de detergente neutro, depois de alguns minutos, troco a água 2 ou 3 vezes, e na última umas gotinhas de vinagre. Depois de escorrer bem, mesmo pimentas compradas no supermercado ou feira, podem ser consumidas sem receio.

Uma coisa que você poderia usar além do humus de minhocas, serio o biofertilizante líquido, produzido a base de esterco bovino fresco e fermentado em anaerobiose, num dos meus posts eu tenho uma receita. Não é a coisa mais fácil de fazer, mas é excelente como adubo foliar e também afugenta muitos tipos de insetos.

Continue com seu bom trabalho e produza muitos e excelentes frutos, cultivar plantas é uma das artes mais antigas da nossa civilização, e sem dúvida, uma das mais importantes, além de ser muito prazerosa.
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Re: Diário do Max Obelix

Mensagempor Max o Obelix em 06 Jul 2014, 11:04

roque escreveu:
... Texto altamente educativo, parcialmente suprimido ...

Uma coisa que você poderia usar além do humus de minhocas, serio o biofertilizante líquido, produzido a base de esterco bovino fresco e fermentado em anaerobiose, num dos meus posts eu tenho uma receita. Não é a coisa mais fácil de fazer, mas é excelente como adubo foliar e também afugenta muitos tipos de insetos.



Oi, Roque!
Grato pela sua excelente orientação sobre a questão da mistura do enxofre molhável com a calda de fumo e também sobre a questão do consumo dos frutos de plantas que receberam a pulverização com a tal mistura.
Muito grato também pelo seu incentivo.
Vou tentar produzir o biofertilizante líquido à base de esterco bovino fresco e fermentado em anaerobiose.
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Re: Diário do Max Obelix

Mensagempor Max o Obelix em 06 Jul 2014, 11:28

Eis as nossas "Pimenta de Cheiro" ( do Norte? :x ), em certas regiões daqui da Bahia também conhecidas como "Arriba a Saia", mas estas aqui são de uma variedade excepcionalmente saborosas e aromáticas e extremamente picantes, nada devendo em pungência a algumas das nucleares.

Quando eu corto uma delas ao meio o maravilhoso aroma é imediatamente sentido por todos na casa inteira.

DSC07112.JPG
Pimenta de Cheiro


DSC07114.JPG
também conhecida como "Arriba a Saia"


DSC07118.JPG
Variedade muito aromática e extremamente picante
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Re: Diário do Max Obelix

Mensagempor Max o Obelix em 06 Jul 2014, 16:26

PODA

Eu ainda não estou seguro quanto a quais sejam as melhores técnicas momentos de poda das pimenteiras. Porém, como não tenho medo de arriscar e de errar, já tenho uma história de tentativas com erros e acertos e é isso que vou relatar aqui, agora. Todavia, desde já ROGO aos mais experientes e aos experts que avaliem e opinem, pois sem dúvida isto será de grande utilidade para mim e para quantos que vejam este diário.

Pelo que sei, “a pimenteira é uma planta cultivada geralmente como anual, mas é uma perene de vida curta e, em condições adequadas, pode produzir bem por alguns anos.” Isto posto, a poda é necessária e deve ser balizada pelo ciclo vegetativo de cada planta.

Imagino também que esse ciclo vegetativo e, por conseguinte, a época da poda, deve ter estreito relacionamento com o período do ano, com a estação ou – considerando que na maior parte deste País as estações não são bem definidas -, com os períodos invernosos, de transição ou de estiagem.

Assim, provavelmente, em se tratando da escolha do período do ano para fazer-se a poda, considerando as dimensões continentais deste País e as suas consequentes diferenças climáticas, há de se considerar onde esteja plantada a pimenteira.

Eu, sinceramente, ainda não tenho definição sobre qual seja a melhor época nem mesmo aqui no Recôncavo Baiano. Pois, então, que sobre isso falem os técnicos do fórum.

As podas que já fiz e não hesitarei em voltar a fazê-las, até porque foram muito bem sucedidas, são:

• Quando chove muitos dias, mesmo aplicando-se as caldas, o enxofre e o sulfato de cobre, as folhas enrugam, a floração reduz ou para, e os frutos em formação se atrofiam, certamente por causa dos problemas advindos da umidade. Quando as chuvas cessam e a umidade reduz eu podo sem pena as plantas, retirando praticamente todas as folhas enrugadas e todos os frutos comprometidos.

• Por experiência própria já vi que depois de uma safra (geralmente generosa nas minhas plantas), demora bastante para uma nova floração, e a frutificação é bem mais demorada, menor e de menor qualidade dos frutos. Então, para evitar isso, logo depois da safra eu podo as plantas sem piedade, eliminando os galhos mais altos e quase toda a folhagem. Após isso, elas se recuperam, nascem novos ramos, novas folhas, depois florescem abundantemente e depois frutificam como antes.

Claro que procedendo assim também já perdi muitas plantas, principalmente antes, quando minha experiência era menor. Atualmente, quando das podas, tenho os seguintes procedimentos e cuidados:

• Quando a poda se dá por causa de doença da planta, não hesito em eliminar todos os ramos, folhas e frutos já comprometidos, sou realmente “cirúrgico”, mas de qualquer forma eu sempre deixo algumas folhas para a planta poder continuar respirando. Claro que deixo as folhas que estejam menos comprometidas. Mas quando eu não fiz isso, quando eliminei todas as folhas, as plantas morreram. Na medida em que novas folhas venham surgindo eu volto a eliminar aquelas antes poupadas, caso elas ainda estejam comprometidas, doentes.

• Deixar folhas e frutos doentes somente retarda a recuperação das plantas. Infelizmente, considerando o exposto no item anterior, somos obrigados a deixar algumas, porém somente se não mais restarem folhas não comprometidas.

• Logo depois da poda inicio um cuidadoso programa de adubação de solo e folear. De solo, mediante adubação de cobertura com húmus misturado com um POUQUINHO de NPK. Folear, mediante a pulverização no máximo de 3 em 3 dias com a calda de fumo do Roque adicionada com bem pouquinho de enxofre Dimy e sulfato de cobre Dimy (1 colherzinha de chá de cada para 3 litros de calda). O enxofre e o cobre, tanto serão defensivos contra ácaros e fungos como são importantes nutrientes via folear.

• Quando se trata de plantas cultivadas em vasos e que foram podadas por causa de doenças, separo-as das demais plantas saudáveis.

• Inspeciono diariamente cada uma dessas plantas e adoto imediatamente eventuais medidas corretivas quando necessárias e possíveis.
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Re: Diário do Max Obelix

Mensagempor Max o Obelix em 07 Jul 2014, 09:54

Eis alguns exemplos de plantas em vasos que foram severamente atacadas por pragas (ácaros e virus), foram radicalmente podadas e agora já estão em avançada fase de recuperação, inclusive já em floração e/ou frutificação:

DSC07162.JPG
Bhut Chocolate em recuperação


DSC07164.JPG
A mesma Bhut Chocolate em recuperação


DSC07130.JPG
Habanero em recuperação


DSC07133.JPG
A mesma Habanero em recuperação
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Re: Diário do Max Obelix

Mensagempor Max o Obelix em 07 Jul 2014, 13:44

Mostrando outras das nossas ardidas.

Uma BHUT JOLOKIA cultivada em vaso, já recuperada, primeira produção:
DSC07148.JPG
foto 1

DSC07150.JPG
Foto 2

DSC07151.JPG
Foto 3


Outra BHUT JOLOKIA, também cultivada em vaso, recém recuperada, primeira produção:
DSC07157.JPG
Foto 1

DSC07159.JPG
Foto 2

DSC07160.JPG
Foto 3


Uma HABANERO CHOCOLATE, cultivada em vaso, recém recuperada, primeira produção, talvez por causa de polinização cruzada já tem o seu primeiro fruto maduro, porém vermelho vivo:
DSC07167.JPG
Foto 1

DSC07135.JPG
Foto 2

DSC07136.JPG
Foto 3


Outra HABANERO, GREEN, também cultivada em vaso, ainda em recuperação porém já produzindo. Quando infectada havia sido quase totalmente podada:
Anexos
DSC07144.JPG
Foto única
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