Pimentas Silvestres

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Pimentas Silvestres

Mensagempor Mauro Araujo em 02 Ago 2006, 13:28

por Luca

As pimentas silvestres, por não serem muito usadas para consumo humano, raramente têm nomes populares. A maioria delas só tem o número de indentificação do acesso nos bancos de germoplasma. De qualquer forma, vou fazer um resuminho sobre cada uma dessas plantas que semeei.

  • C. cardenasii (CAP 1530);
    Essa espécie pertence ao grupo de espécies onde também se encontram a C. eximium (que alguns pesquisadores alegam ser a mesma espécie) e as C. pubescens. São conhecidas como "Ulupica" na Bolívia, de onde são originárias. As flores são roxas em forma de sino e tem dentes longos no cálice. Os frutos são vermelhos, redondos e pequenos.
  • C. galapagoense;
    Como o nome diz, é uma variedade das Ilhas Galápagos. As folhas dela são bem peludas e é uma planta bem pequena e fácil de cuidar, só que é muito difícil conseguir que ela produza frutos. Os frutos são bem pequenos, vermelhos e redondos.
  • C. ciliatum (também conhecida como Witheringia ciliata);
    Essa é uma variedade bem polêmica. Alguns pesquisadores a consideram como pertencente ao gênero Capsium, outros não, sendo portanto conhecida também como Witheringia ciliata. Um dos principais motivos dessa discussão é que os frutos produzidos não ardem, além de que a planta em si é bem diferente de todas as outras espécies de Capsicum. As folhas são amarelas, os frutos são bem pequenos, vermelhos e arredondados.
  • C. chacoënse (CAP 1445) e C. chacoënse (CAP 1446);
    Essa espécie é semi-domesticada, ela é para a Argentina o que as C. praetermissum (Cumarí) são pro Brasil. Os frutos são bem pequenos, ovalados e vermelhos ou alaranjados. Uma variedade comum na Argentina é chamada de "Putapario", deixo a imaginação de vocês adivinhar por quê! :lol:
  • C. praetermissum (Cumarí vermelha) e C. praetermissum (Cumarí amarela);
    Essas são bem conhecidas no Brasil e, como a C. chacoënse, são uma espécie considerada semi-domesticada. Existem tanto exemplares crescendo naturalmente nas matas como plantações para consumo humano. Por ser uma espécie não totalmente domesticada, os frutos caem muito facilmente quando maduros (teoricamente para facilitar a vida dos pássaros que delas se alimentam), por isso são muitas vezes colhidas comercializadas ainda verdes. Essas duas variedades que plantei foram coletadas nos campos experimentais da Embrapa CPACT em Pelotas, RS.
  • C. lanceolatum;
    Essa espécie é bem rara e acreditava-se que estava extinta há muitos anos. Porém, o Dr. Paul Bosland da Universidade do Novo México (EUA) fez várias expedições a procura dela e acabou achando! Isso foi uma ótima notícia para os pimenteiros, pois quer dizer que a espécie não está completamente extinta. Neste ano o USDA (Departamento de Agricultura dos EUA) colocou as sementes a disposição, para incentivar as pessoas a plantá-la, garantindo assim a preservação da espécie.
  • C19198 (C. sp), também conhecida como "tri-flor" ;)
    Essa é aquela variedade rara que produz várias flores num só pedicelo, o que é um trato muito raro (senão único!) entre as plantas do gênero Capsicum. A espécie ainda é desconhecida (como demonstra a nomenclatura C. sp), mas alguns entendidos acham que é uma C. eximium.

Espero que esse resuminho esclareça um pouco como são cada uma dessas espécies que eu plantei (e, com sorte, estarão disponíveis na forma de sementes ao pessoal do fórum!)
Abraços
Mauro
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Mauro Araujo
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